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Como Capturar o GCLID em Formulários e Salvar no CRM

Capturar o GCLID no momento em que o lead preenche o formulário é o que determina se uma conversão offline enviada semanas depois vai casar com o clique original de forma determinística, ou vai depender de hash de e-mail e telefone — um método bem menos confiável. Sem essa captura, a taxa de correspondência no Google Ads raramente passa de 40-60%, mesmo com todo o resto do pipeline configurado corretamente.

Por Que o GCLID É a Chave de Correspondência Mais Forte

Quando alguém clica em um anúncio do Google, a URL de destino recebe um parâmetro gclid — um identificador único daquele clique específico. Se esse valor é salvo junto com o contato no CRM, o Google Ads consegue, semanas depois, ligar diretamente o negócio fechado ao clique que originou o lead. É correspondência determinística: não depende de hash, de e-mail bater com uma conta logada, ou de nenhuma inferência.

Sem o GCLID, o Google recorre à segunda via de correspondência: e-mail e telefone com hash SHA-256, comparados com a base de usuários logados do Google. Essa via funciona, mas depende do usuário estar logado com o mesmo e-mail no momento da conversão original — uma condição que nem sempre se cumpre. O hash em si não é obstáculo legal: por que o SHA-256 é compatível com a LGPD trata dessa questão separadamente.

Fluxo do GCLID: clique no anúncio, GCLID na URL da landing page, captura no formulário, gravação no CRM, envio da conversão offline e correspondência determinística no Google Ads

Pré-requisito: Auto-Tagging Ativo

Antes de qualquer captura fazer sentido, confirme que o auto-tagging está ativado na conta de Google Ads (Configurações → Preferências de conta). Sem ele, o Google não anexa o gclid (nem wbraid/gbraid, as variantes usadas em contextos com restrições de privacidade mais fortes) à URL de destino — e não há nada para capturar.

A Mecânica do Campo Oculto

O padrão técnico é simples em teoria: um campo oculto no formulário lê o parâmetro gclid da URL atual e o envia junto com os demais campos quando o formulário é submetido. Na prática, isso quebra com frequência em formulários modernos.

Formulários assíncronos — RD Station Forms, Elementor, e a maioria dos construtores de página modernos renderizam o formulário via JavaScript depois do carregamento inicial da página. Um script ingênuo que tenta ler a URL e preencher o campo oculto antes do formulário existir no DOM simplesmente falha silenciosamente: o campo continua vazio, o formulário é enviado sem erro, e ninguém percebe até analisar a taxa de captura de GCLID no CRM semanas depois.

Múltiplos parâmetros de clique — além de gclid, existem variantes: wbraid e gbraid (usados quando o clique vem de contextos com restrições de rastreamento mais fortes, como certas versões do Safari) e fbclid para cliques vindos do Meta. Um script que captura só gclid perde a atribuição para uma fração de cliques que usa essas variantes.

A Abordagem de Uma Linha: tc.js

O True Conversions disponibiliza um script gratuito e hospedado (tc.js) que resolve os dois problemas de uma vez: ele observa o DOM até o formulário existir (não depende de um timing fixo) e preenche os campos ocultos automaticamente com gclid, wbraid, gbraid e fbclid, o que for aplicável ao clique que originou a sessão. Funciona com formulários nativos do RD Station Forms, Elementor, e a maioria dos construtores assíncronos, sem precisar reescrever a lógica do formulário.

A instalação é uma linha de script no site — sem precisar reconfigurar o formulário em si, desde que ele tenha um campo oculto com o nome esperado para cada parâmetro. Do lado do CRM, o resto da esteira (webhook, hash, envio) é configuração de tela: veja configurar enhanced conversions sem desenvolvedor.

Como Confirmar Que Está Funcionando

Depois de instalar a captura — seja via script próprio ou via tc.js — o teste é direto:

  1. Abra a landing page com um parâmetro gclid de teste na URL (?gclid=teste123).
  2. Preencha e envie o formulário.
  3. Abra o lead recém-criado no CRM e confira se o campo customizado de GCLID está preenchido com o valor de teste.

Repita esse teste periodicamente — mudanças no formulário, atualizações do construtor de página, ou uma migração de plataforma podem quebrar a captura sem gerar nenhum erro visível.

Um caso que esse teste não cobre: se a página tem um botão de WhatsApp além do formulário, o GCLID é capturado mas fica para trás no navegador quando o lead sai para a conversa — rastrear conversões de anúncios que vão para o WhatsApp trata desse caminho separadamente.

Para conferir também a camada de tags da página, use o Raio-X de Rastreamento. Ele identifica Google Ads, GA4, GTM e Meta e sinaliza lacunas comuns sem exigir acesso à conta de anúncios.

O Que Fazer Com os Números Depois

Depois de confirmar a captura, o próximo indicador a acompanhar é a porcentagem de leads novos com o campo de GCLID preenchido — não só se “funciona em teste”, mas se funciona na prática, para tráfego real. Menos de 60% geralmente indica um problema de formulário específico (um formulário alternativo sem o script, por exemplo) que está distorcendo a média.

Esse número é a base para a taxa de correspondência que o Google Ads reporta depois. Veja Taxa de Match de Conversões Offline: Como Passar de 35% para 70%+ para o diagnóstico completo quando o número fica abaixo do esperado, e RD Station CRM → Google Ads para o fluxo completo de configuração no CRM.

Próximo Passo

O tc.js do True Conversions captura GCLID, wbraid, gbraid e fbclid automaticamente e preenche os campos ocultos do formulário sem reescrever a lógica existente. Configure em conversions.nexopath.com — teste grátis, sem cartão.