LGPD e Conversões Offline: Por Que Hash SHA-256 é Compatível
Conversões offline enviam e-mail e telefone do cliente aos servidores do Google — o que legitimamente levanta a pergunta sobre LGPD. A resposta curta: os dados que chegam à plataforma são hashes SHA-256 irreversíveis, nunca o dado bruto, e isso, combinado com uma base legal adequada (consentimento ou legítimo interesse, dependendo do caso) e um termo de uso de dados claro para o cliente final, é a estrutura que agências e empresas já usam para operar dentro da lei. Este artigo não substitui uma análise jurídica — para decisões específicas, revise com o time jurídico ou um advogado especializado em proteção de dados.
O Que Realmente Sai do Seu CRM Para o Google
É importante separar dois momentos do dado: o que existe no seu CRM (dado bruto — e-mail, telefone, nome) e o que efetivamente trafega para os servidores do Google Ads.
O fluxo correto de uma conversão offline hasheada:
- O dado bruto (e-mail, telefone) permanece no seu CRM e na infraestrutura do middleware que processa o envio.
- Antes de qualquer transmissão para o Google, o dado é normalizado (minúsculas, sem espaços, formato E.164 para telefone) e então processado por uma função de hash SHA-256.
- Apenas o hash — uma sequência de caracteres que não pode ser revertida ao dado original — é enviado ao Google.
O Google nunca recebe o e-mail ou telefone em texto puro. Ele recebe uma sequência derivada matematicamente do dado, que só serve para comparação: se o Google tiver o mesmo dado (também hasheado do lado dele) associado a uma conta logada, os hashes batem e ele reconhece a correspondência. Não há como o Google — ou qualquer parte que intercepte o tráfego — reconstruir o e-mail original a partir do hash.
Por Que Hashing Não é o Mesmo Que “Anonimização”
Vale uma distinção técnica: hash SHA-256 de um e-mail não é uma anonimização irreversível no sentido absoluto, porque e-mails têm um espaço de valores relativamente pequeno e previsível — tecnicamente, é possível pré-computar hashes de e-mails conhecidos e comparar. Por isso, tratar esse dado como dado pessoal sob a LGPD (mesmo hasheado) é a postura correta e mais segura, não uma anonimização que dispensa base legal. O hash reduz drasticamente o risco de exposição em trânsito e em caso de vazamento, mas não elimina a necessidade de uma base legal para o tratamento em si.
A Responsabilidade da Agência ou Empresa
Quem opera a campanha — a agência ou o time de growth — é responsável por garantir que existe uma base legal para enviar os dados de contato de um lead ao Google Ads, mesmo hasheados. Na prática, isso normalmente significa:
- Texto de consentimento ou aviso de privacidade no formulário de captura do lead, informando que os dados podem ser usados para fins de marketing e mensuração de campanhas, incluindo compartilhamento com parceiros de publicidade.
- Estrutura de finalidade compatível — o uso do dado para mensuração de conversão de anúncios deve estar coberto pela finalidade declarada ao titular no momento da coleta.
- Capacidade de atender solicitações de titulares — se um lead solicita exclusão de seus dados, isso deve incluir a interrupção do envio de eventos relacionados àquele contato.
Isso não é diferente, em espírito, do que já se aplica a qualquer uso de dados de contato em ferramentas de marketing — CRM, e-mail marketing, remarketing. Conversões offline hasheadas não introduzem uma nova categoria de risco regulatório; usam o mesmo tipo de dado que a operação já trata em outros sistemas.
Vale acompanhar, porém, a superfície técnica pela qual esse dado trafega: o Google passou a direcionar novas integrações para a Data Manager API, que muda escopos de autenticação e processo de aprovação sem alterar os requisitos de normalização e hash descritos aqui.
O Que o True Conversions Faz Especificamente
O True Conversions aplica a normalização e o hash SHA-256 antes de qualquer transmissão para o Google — o dado bruto de e-mail e telefone nunca sai da infraestrutura do middleware para a API do Google. Os termos de uso da plataforma incluem uma cláusula de tratamento de dados que cobre esse fluxo, servindo de base para o acordo entre a agência e o produto.
Isso não substitui a necessidade da agência de ter seu próprio texto de consentimento com o cliente final — o True Conversions cuida da camada técnica de transmissão segura, não da base legal da coleta original do lead. A mesma normalização e hashing descritos aqui são o que sustenta a taxa de correspondência tratada em Taxa de Match de Conversões Offline e no fluxo de configuração via RD Station CRM.
Checklist Prático
| Item | Responsabilidade |
|---|---|
| Hash SHA-256 aplicado antes do envio | Middleware (True Conversions) |
| Dado bruto nunca sai da infraestrutura de origem | Middleware (True Conversions) |
| Texto de consentimento/privacidade no formulário | Agência ou empresa que coleta o lead |
| Capacidade de excluir dados de um titular sob solicitação | Agência ou empresa, em conjunto com o CRM |
| Termo de processamento de dados com o fornecedor | Contrato entre agência/empresa e o middleware |
Próximo Passo
O True Conversions nunca transmite PII bruta aos servidores do Google — apenas hashes SHA-256 normalizados, com termos de processamento de dados publicados na plataforma. Configure em conversions.nexopath.com. Teste grátis, sem cartão. Para questões específicas de conformidade, consulte seu time jurídico.